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Avalanche!

Capítulo 10      — Caso abras o bico, ou ouses, de mesma forma, colocar isso em alguma composição por aí, não duvides tu de que saberei. Reluto-me, mas, devido ao contexto e ao passado, espero poder contar com a tua discrição.      O cavaleiro estava à casa do homenzinho petulante, e à sequência iria confiar-lhe um fato que lhe ocorrera em uma de suas andanças, especificamente no estreito gelado entre o memorável cenário outonal e as terras de ventos e espirais mais fortes que serviriam de morada para dois dragões deveras antigos, tão enigmáticos e divinos que suas existências oscilavam, para muitos, entre a dúvida e o medo. Ninguém em sã consciência cogitava ir para lá, e os heróis que tentavam desobedecer a ordem do destino ponderavam de última hora os agraves e as recompensas da viagem, preferindo ficar à segurança de suas lutas já conhecidas. O cavaleiro não era de traçar paralelos, mas via o mapa até a casa do circense como um de seus “des...

Profundezas desconhecidas.

  Capítulo 9            (...) E então, ele driblava com seu cavalo o gigante guardião que vigilante se colocava à frente da entrada daquela cúpula branca. Era uma clara manhã de verão, mas as luzes naturais foram se enfraquecendo gradativamente, e o herói, agradecendo, despediu-se de Ásirus. Estava novamente sozinho; agora bastava apenas acionar o redondo elevador para descer rumo ao inexplorado. Era como que dia de folga para o homem, e as incursões e estratégias feitas à terra não evidenciavam qualquer presença dracônica. Seguiu em paz, contando, já em enfado, os minutos de descida.      Foi exatamente por isso que deixei esse lugar intocado até agora. Com toda a certeza dos Deuses o amigo da corte iria enxergar diferença nessas mesmas e chatas pedras que alicerçam a parede dessa gruta...      Conservar consigo as roupas de seu povo de origem era como questão de honra para o cavaleiro. Aquilo unia...

Os portões da academia

Capítulo 8      (...) E então, o corpo de mais um dragão tombou ao chão, fazendo respingar as poças d’água meio-turva que lá se espalhavam pelo lodaçal. O cenário contrastava uma beleza agradável ao olhar com a decadência realista daquele mundo sombrio: o palco atual era aberto, com árvores ao Sul e rodeado por vegetação verde; mas, ao mesmo tempo, viam-se paredes e antigas construções azuladas em ruínas, como se o lugar há muito tivesse sido abandonado. Para enfim encontrar o tal lugar, o herói sem nome teve de exigir muito de seu cavalo, e com destreza e agilidade saltavam sobre grandes e perigosas plataformas, que em tempos de glória eram colossais e belas pontes. Ainda que ele usasse mapas, e já suspeitasse que o objetivo repousaria bem à frente da geografia mais irregular do terreno, a região era ampla, vasta, e enevoada a fim de atrapalhar e confundir a visão. Vestígios de um passado de prosperidade e sabedoria amontoavam-se por todos os cantos, e, devido ao context...