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Mostrando postagens de outubro, 2025

A primeira crônica.

  A primeira crônica.         — Mas que calor é esse! Será que existe vida após 3.020?      O mês era junho. As folhas caíam... mas a temperatura não diminuía. Ao olhar para trás, o estudante percebeu que, no começo da estação, provavelmente entre os dias vinte e cinco e trinta de março, dissera similar expressão. Porém, já passava da hora de o tempo mudar... E realmente notavam-se novos ares, mas não os naturais e esperados por toda a população.      As emergências e os impactos crescentes também castigavam todos os outros países, sem exceção. Os primeiros a captarem tais presságios foram os animais, ocasionando um fluxo migratório contínuo e desordenado para regiões atípicas do mundo. Tempos depois, algumas áreas que persistiam em permanecer geladas derretiam-se cada vez mais, reforçando as falas de especialistas e, enfim, amedrontando (ainda que por consequência direta do dinheiro e do “desmatamento natural”) até ...

Avalanche!

       — Caso abras o bico, ou ouses, de mesma forma, colocar isso em alguma composição por aí, não duvides tu de que saberei. Reluto-me, mas, devido ao contexto e ao passado, espero poder contar com a tua discrição.      O cavaleiro estava à casa do homenzinho petulante, e à sequência iria confiar-lhe um fato que lhe ocorrera em uma de suas andanças, especificamente no estreito gelado entre o memorável cenário outonal e as terras de ventos e espirais mais fortes que serviriam de morada para dois dragões deveras antigos, tão enigmáticos e divinos que suas existências oscilavam, para muitos, entre a dúvida e o medo. Ninguém em sã consciência cogitava ir para lá, e os heróis que tentavam desobedecer a ordem do destino ponderavam de última hora os agraves e as recompensas da viagem, preferindo ficar à segurança de suas lutas já conhecidas. O cavaleiro não era de traçar paralelos, mas via o mapa até a casa do circense como um de seus “desafios...